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Como Tudo Começou

Como Tudo Começou

Acho que o grande culpado de me inspirar a escrever Transmutados, foi o filme “Heróis” (Push). Nele há alguns anos atrás, médicos nazistas criaram seres-humanos modificados para lutar na segunda guerra. Mesmo depois da guerra terminada as experiências continuaram, até que conseguiram criar humanos com habilidades como a telecinese, telepatia, clarividência, controle da mente, e entres outros, mas alguns desses super-humanos fogem e tentam se refugiar em outras cidades e países, mas são constantemente perseguidos por uma agência clandestina do governo americano, chamada “Divisão”.

Desde que consigo me lembrar, sou apaixonada por super-heróis, ou humanos com habilidades especiais.

X-Man, Liga da Justiça, Super-Homem, Homem-Aranha e afins. Todos esses heróis, usam suas habilidade para defender sua cidade, seu país, sendo assim o adjetivo “herói” não é empregado em vão. Em “Push” as coisas acontecem diferente. Os “heróis” deste filme são heróis de suas próprias vidas, usam suas habilidades para tentar melhorar seus próprios mundos. Apesar dos poderes, não há nada de super na vida em que levam, e foi isso que me deixou encantada. Depois do filme acabar, a história permaneceu por mais tempo em minha cabeça. Fiquei sonhando em como seria ter tais habilidades, e se eu pudesse escolher, que dom gostaria de ter.

Os poderes:

Quem nunca desejou saber o que uma pessoa está pensando? E qual pessoa apaixonada nunca desejou ser uma mosquinha para ver o que o namorado/a está fazendo naquele momento em que você pensa nele/a?

A partir destes pensamentos eu comecei a construir “Transmutados”.

Em Transmutados os super-humanos não são super-heróis idolatrados e odiados/invejados pelos policiais. São pessoas comuns, que tentam viver uma vida normal. São seres-humanos que herdaram um gene que pode ou não lhes dar habilidades.

Luisa, nossa protagonista, é, a principio, uma jovem de 18 anos que pode ler os pensamentos das pessoas que convivem com ela.

A ideia foi: se eu pudesse ler os pensamentos das pessoas, não queria ler os pensamentos de ninguém mais além daquelas pessoas que conheço. E também não gostaria de ser incomodada com pensamentos alheios, sem parar. Por isso Luisa tem controle de sua habilidade. Pode ler a mente de seus amigos, somente quando necessário.

Baseada na ideia de ser uma mosquinha, foi que Luisa ganhou seu segundo dom, o de se desprender de sua matéria, como alma, espírito, como uma energia. No livro, a alma, é descrita como uma uma silhueta branca como fumaça, quase translucida, mas que não se pode enxergar, a não ser que o Transmutado possua algum dom semelhante.

Hoje enquanto montava esse post, e pesquisava imagens que se assemelhassem a minha descrição, encontrei a imagem abaixo. É de um artista francês chamado Cedric Le Borgne. Adorei as imagens. Não é como imagino o dom de Luisa, mas se assemelha bastante. 😀

Como Tudo Começou

“Foi quando pude realmente ver como é estar em forma de energia. Ela era aos meus olhos, nada mais do que uma silhueta branca, quase translúcida. Como uma fumaça.”

A protagonista:

O que mais me causou dificuldade quando comecei a escrever “O Desconhecido” foram os nomes e personalidade dos personagens. Não tinha nada planejado. As ideias foram tomando “forma” conforme eu escrevia.

Quando decidi criar minha protagonista, tinha em mente que não queria uma mocinha frágil, doce e indefesa, porque eu simplesmente não gosto deste tipo de personagem.

Lembro-me de, no dia em que comecei a escrever, estar sentada no chão do quarto, com a cama me servido de mesa para o notebook. Minha TV estava ligada, e estava passando a novela Poder Paralelo, na Rede Record. Era uma novela que eu gostava muito, mas que depois de um tempo deixei de assistir, algo normal, já que quase não assisto televisão, mas, voltando ao que importa, naquela noite lembro de ver na tv a atriz Fernanda Nobre interpretando Luíza, uma personagem muito frágil, mas que, às vezes, tinha explosões de raiva e de força, eu adorava esses momentos, e foi naquele instante que decidi que a protagonista do livro se chamaria Luisa, sem acento, e com “S”. 😀

Tentei manter um lado mais doce e frágil na minha Luisa, mas não sei se consegui, já que a rebeldia e o mal humor dela são muito intensos. Este é um dos muitos pontos que me fugiram do controle e que hoje já não consigo desfazer. É como se os personagens tivessem desenvolvido personalidade própria.

Apesar de Fernanda Nobre ter me inspirado a criar Luisa, em minha cabeça, não há semelhança física alguma entre as duas, mas vamos deixar isso para um próximo post.

E é isso. Espero que tenham gostado do post de hoje.

Beijos a todos.

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15 comentários em “Como Tudo Começou

  1. Multi |õ|Também gostava|gosto dos heróis humanos com podere especiais, tirando Push que ainda não vi.Essa foto que postou demostrando um dos poderes da Luisa, ficou muito boa, deu para ter uma ideia melhor, já que li o livro láláláláGostei de sabe como foi a a escolha dos nomes, assim os amigos não ficam com ciúmes caso não tiver o nome citado hehe ______õ___________Você é demais e isso aí tem que correr atrás!

    1. Assista Push, é um ótimo filme. Imagine a surpresa ao encontrar essa imagem! Bem parecido com o que eu imagino. Assim facilita a visão de quem já leu, ou irá ler. Kkkkkkkkkkkkkkkkkk, tá, já entendi, vou fazer um personagem com seu nome! Sim, o apoio de todos vocês, meus amigos, me incentiva todos os dias. ^^ Beijos.

  2. Van,Nossa estou encantada com a maneira completa e empolgada que você usa pra falar da sua história (uma maneira de se expressar que eu já observava no Paraíso em Papel) fiquei muito curiosa pelo livro! :)O blog também está cada dia melhor 🙂 Vou ficar acompanhando pra saber do processo criativo todo *–*Bjinhus amiga!

    1. Own, Tamy, muito obrigada pelo apoio. Você que me empolga com esses comentários! Obrigada, amiga.Beijos.:*

  3. Oi, Van.Estou adorando seu livro já! hahaEstou com bastante vontade de lê-lo e, como você disse, sempre tive a vontade de "ouvir" os pensamentos da pessoa que eu gosto e ser uma mosquinha para ver o que ele faz/pensa.Já estou super ansiosa e eu super apoio esse publicação.Beijos.

  4. Van, que incrível!Adoro ver como funcionou a mente dos autores na criação de suas obras e achei o máximo tudo que você colocou aqui, principalmente o fato de você ter se colocado no lugar da protagonista para compreender o que ela gostaria ou não que acontecesse. E achei ótima essa ideia da mosquinha!Ainda preciso terminar de ler o que você havia publicado, mas eu já adorei o que li até o momento!Beijão, flor!

    1. Mi, que bom que você está gostando do que leu até o momento. Sei que você não costuma gostar desse gênero “sobrenatural”, por isso fico feliz, mas se não gostar de tudo, não se acanhe em dizer. Beijos, flor.

  5. Van, adoro saber o que inspira cada um a escrever sua história! Muito legal a sua trajetória na criação do livro, dos personagens e do enredo. Te desejo muita sorte nessa nova etapa maravilhosa de sua vida! Desculpa se ando meio ausente, mas as coisas realmente não estão mais como eram antes e o meu tempo livre para internet diminuiu consideravelmente. Tô praticamente me virando nos 30 e morta de cansada! Mas você é uma querida enorme e sempre te desejo tudo de melhor. Tô na torcida para ver o seu livro pronto e nas livrarias! Beijão!

    1. Muito obrigada, Duda! *-* Se desculpar, por quê? Não precisa. Quem sou eu para lhe cobrar algo? Você é uma amiga e tanto, e todo seu apoio e carinho, me levam a pensar se eu mereço tudo isso mesmo. Amém, que assim seja! /Beijos.

  6. Multi, irei colocar para baixar e assistir, já que recomendou e gosto do teu gosto rs Aiii, já estou ansiosa para ler o livro novamente.Owwwwwwwwww Eu falei alguma coisa sobre meu nome, falei, falei, falei?Por acaso tem o poder da Luisa e não me contou?!Além do mais ainda terá que ver uma personagem tão atrapalhada láláláE sem beliscões para você que estar tão branca quanto o Gasparzinho, mas formiguinhas na tua cama shauhshaushuahssou Máh! 😛

    1. Assiste e depois me conta!
      A personagem tinha que ser atrapalhada, né? Não tem como! Talvez seu nome entre no sppin-off. Ou quem sabe, em um outro livro, vou pensar nisso, e depois te conto. Beliscões não, please! Beijos, amiga.

  7. Quem nunca quis ter super poderes né?eu sempre quis poder prever o futuro rs, sempre estou assistindo filmes que tenham esse assunto,tomara que você publique logo seu livro ;)beijos

    1. Oi Lola! Prever o futuro? Acho que eu teria medo de saber o que poderia me acontecer no futuro! :X Eu também! Amo esse gênero! Obrigada, querida, de coração! ^^ Beijos.

Conte-me o que achou. Meu blog se alimenta de seus comentários!

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