Dicas

O Zen e a Arte da Escrita

Ray Bradbury se tornou famoso pelo clássico livro Fahrenheit 451, que foi adaptado em 1966 por Fraçois Truffaut. Mas além disso, Ray publicou mais de 500 contos, romances, roteiros e poemas desde que sua primeira história foi publicada na revista Weird Tales, quando ele tinha apenas 20 anos.

Com tanto material escrito, quem melhor poderia nos ensinar o zen e a arte da escrita se não o próprio Ray Bradburry?

Quando li sobre este livro, sabia que precisava tê-lo.

Assim que decidimos começar a escrever, como hobby ou profissionalmente, toda e qualquer ajuda e/ou dica é sempre muito bem-vida. Vinda de um autor tão bem sucedido como o Sr. Bradburry, essas dicas são divinas.

Sendo assim, hoje compartilho com vocês algumas dessas valiosas dicas:

1# A Alegria da Escrita.

Se você está escrevendo sem entusiasmo, sem prazer, sem amor, sem alegria, você é apenas um meio autor. (…) A primeira coisa que um escritor deve ser é animado. Deve ser uma coisa de febres e entusiasmos. Sem esse vigor, seria melhor ele colher pêssegos ou cavar buracos. (…) Então, simples assim, eis minha fórmula. O que você mais quer no mundo? O que você mais ama ou o que odeia?”

2# Os Prazeres e as Dores que Surgem com a Associação de Palavras.

“Como você começa um tipo de escrita quase novo, para amedrontar e aterrorizar? Você torpeça nele, na maioria das vezes e, de repente, está feito. (…) Ao longo desses anos, comecei a fazer listas de títulos , a escrever linhas de substantivos. (…) Em resumo, uma série de substantivos, com alguns raros adjetivos, que descreviam um território desconhecido, um país não descoberto.”

3# O Olhar Para Dentro.

“Sabemos quão nova e original cada pessoa é, até a mais devagar e entediada. Se nos aproximarmos dela, puxarmos conversa, deixá-la à vontade e, enfim, dissermos: “O que você quer?” – ou, se for uma pessoa idosa, “O que você quis?” –, qualquer pessoa vai falar do seu sonho. E, quando uma pessoa fala do próprio sonho com o coração, nesse momento de verdade, ela fala poesia. (…) Parece que escolhi o caminho mais longo; talvez eu tenha mesmo escolhido. Mas quis mostrar o que todos temos em nós, o que sempre está lá, e ao que tão poucos de nós damos bola. Quando alguém me pergunta de onde tiro minhas ideias, eu rio. Que estranho- estamos tão ocupados em olhar para fora, para encontrar meios e fundos, que nos esquecemos de olhar para dentro.”

4 # A Mente Secreta

A autoconsciência é inimiga de toda a arte, seja encenação, escrita, pintura ou o próprio viver, que é a maior de todas as artes. (…) Nos escritores estamos aí para o seguinte: construirmos tensões sobre o riso, então dê permissão e o riso vem. Construímos tensões sobre a dor, e por fim, diga, chore e torça para ver seu público em lágrimas. (…) Cada tensão busca o seu próprio fim, alívio e relaxamento. (…) Sem isso, qualquer arte fica incompleta, a meio caminho de seu objetivo.”

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 O Zen e a Arte da Escrita

Ray Bradbury

Leya

ISBN: 978-85-8044-103-1

166 Páginas.

De: R$ 17,91 até: R$ 26,90

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