Conto

O conto que eu te conto #4 {Conformismo}

Toda vez que eu penso em me desfazer de Brian (meu celular), penso em todas as vezes que ele caiu no chão, ou nas outras tantas em que pisei, tropecei ou mesmo escorreguei nele, enquanto eu o deixava ao lado da cama, para carregar.

Um celular mais caro e mais moderno provavelmente não sobreviveria a tantos impactos.

Ouvi, certa vez, que dar nomes a objetos pessoais gerava apego, que por sua vez, gerava mais zelo. Certamente, se Brian pudesse falar, depois de me xingar com palavras sujas, discordaria totalmente desse método.

O fato é que apesar de eu muito desejar jogar Brian na parede, cada vez que ele trava, e pensar em economizar dinheiro para comprar um aparelho “melhor”, acabo desistindo quando penso em sua durabilidade. Acho que acabei me conformando com seus defeitos, levando em conta meu “cuidado”.

Dizem que cada um recebe o amor que acredita merecer, ou algo assim. Não que isso tenha muito a ver com Brian e eu. Mas levando meu conformismo em conta, Marcos (meu namorado) se encaixa bem nesse exemplo. Continuar lendo “O conto que eu te conto #4 {Conformismo}”

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Conto

O conto que eu te conto #3 {Minha tragédia agridoce}

Meus sinceros pêsames.

Sinto por sua perda, que você tenha ido…

Neste dia chuvoso, meu guarda-chuva negro me protegerá enquanto eu caminhar, seguindo o cortejo. A cada passo que eu der, as migalhas de meu coração despedaçado cairão ao chão, formando uma trilha de dor e pesar.

Estarei vestida de preto, enquanto alguma música melancólica toca ao fundo de minha mente. Com o coração partido, e os olhos cheios de lágrimas, caminharei até seu túmulo, e depositarei sobre ele algumas flores, e todas nossas lembranças.

Pela noite, na cerimônia pós-funeral, talvez, eu me dê conta de que você fará falta. Talvez eu até derrame uma lágrima por você, enquanto compartilho uma dose de tequila com meus amigos, em sua memória. Prometo oferecer-lhe um trago. Continuar lendo “O conto que eu te conto #3 {Minha tragédia agridoce}”

Conto

O conto que eu te conto #2 {Eu que tanto te amo}

Existe uma centelha de esperança, oculta dentro de nós, que sempre se fortalece cada vez que nos apaixonamos por alguém. Quando Katie conheceu Christian, essa centelha se transformou em fogo. Um fogo que a consome diariamente, mesmo depois do fim do relacionamento dos dois. E a tênue linha entre o amor e a obsessão, que, algumas vezes, costumamos ultrapassar, Katie já havia mais do que ultrapassado, ela permanecia longe do limite aceitável há bastante tempo e parecia confortável ali.

Fazia anos desde que Christian e ela estiveram juntos, mas ao invés de se conformar com o fim, seguir em frente, Katie alimentava a esperança de que o relacionamento dos dois ainda poderia dar certo.

Machucava vê-lo com outras mulheres, era como uma sentir uma facada em seu coração, mas Katie era paciente, Christian pertencia a ela, e ela estaria pronta para quando ele voltasse.

Mas algo mudou na noite em que ele a conheceu. Luisa. A garota branca, baixa, de olhos e cabelos negros. O que havia de mais naquela mulher? Katie não conseguia enxergar, mas sabia que precisava agir, porque sentiu, pela primeira vez, que perderia Christian. Definitivamente. Continuar lendo “O conto que eu te conto #2 {Eu que tanto te amo}”

Conto

O conto que eu te conto #1 {Farsas}

– Eu não disse que concordaria em fazer isso. – disse Nicole, irritada.

– E o que você está fazendo aqui? – George perguntou – Vamos, Nicole, confesse para si mesma que é isso que você quer. Você mesma disse que não quer ninguém estragando seu plano perfeito, não foi?

– Foi, mas…

– Então? É sua chance. É a chance da sua vida, da sua carreira, e você ainda nem se formou!

– Certo. – ela disse se dando por vencida – Vai ser só de mentirinha mesmo, né? Continuar lendo “O conto que eu te conto #1 {Farsas}”